quarta-feira, 31 de julho de 2013

Humm, rosquinhas...Dunkin´ Donuts deve voltar ao Brasil!


Sempre que viajamos ao exterior, procuramos saber se o país possui uma Dunkin´Donuts. Isso porque a famosa rede de rosquinhas deixou o Brasil em 2005. Mas a boa notícia é que, no primeiro semestre de 2014, ela estará de volta, com a pretensão de abrir cerca de 70 lojas pelo país no prazo de cinco anos.

Todos são deliciosos, mas o "Boston Cream", recheado de creme e coberto de chocolate, é um dos mais gostosos. Mas tem também aqueles com recheio de geléia de frutas, coberto de chocolate e as edições especiais. O vermelhinho da foto ao lado é em homenagem ao Valentine´s Day, ou o dia dos namorados dos americanos.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Piauí Sampa 2013


Todo ano esperamos ansiosos pelo Piauí Sampa. Isso porque ele é um evento sempre muito bem organizado e que consegue transmitir com sucesso a cultura de um Estado brasileiro muito pouco explorado pela população do Sudeste, mas cheio de encantos e delícias únicos: o Piauí.

Com duração de uma semana, o evento aproxima os dois Estados e oferece a oportunidade de negócios e networking entre empresários das duas regiões. Além disso, os visitantes podem comprar produtos típicos locais, como as cerâmicas da região da Serra da Capivara, onde foram encontradas pinturas rupestres de aproximadamente 50 mil anos atrás, tema presente no artesanato local e de muito bom gosto. Ano passado compramos metade de um jogo de tigelas, este ano, pretendemos comprar a outra metade.

Cajuína é vendida no evento, mas também pode ser degustada
A culinária é outro ponto forte do evento, com a degustação de pratos típicos do Piauí: desde a famosa Maria Isabel (basicamente arroz com carne de sol, mas temperado de uma forma bem gostosinha), Paçoca (não, não é o docinho de amendoim, e sim uma carne de sol com farinha de mandioca) até a tradicional cajuína (foto), um suco de caju preparado de forma mais complexa do que o habitual (confira aqui), resultando em uma bebida mais cristalina, como bem compôs Caetano Veloso.

Maria Isabel e Paçoca são servidas gratuitamente aos visitantes

Além disso, ingredientes locais também são comercializados, como o mel, o vinho e a castanha, todos feitos a partir do caju. Compramos uma garrafinha desse mel ano passado, vendida na época a R$5, e ela já está chegando ao fim.  É ótima para contrastar com um queijo forte em um risoto, ou adoçar sucos no lugar de açúcar, por exemplo.

Enquanto não conseguimos voar para Teresina, ao menos podemos aproveitar a Piauí Sampa todo ano e renovar nosso estoque de produtos piauienses. Evento mais do que recomendado!

Vinho, mel e doces feitos do caju, fruta típica do Piauí
 Serviço

O quê? 9ª edição do Piauí Sampa
Onde? Shopping Eldorado, em São Paulo
Quando? De 05 a 11/08, das 10 às 22h
Quanto? A degustação dos pratos típicos é na faixa

terça-feira, 16 de julho de 2013

Soju, a bebiba alcoólica mais vendida no mundo


A primeira vez que fomos a um restaurante coreano em São Paulo não sabíamos ao certo o que comeríamos, mas tínhamos uma certeza: a bebida seria o Soju. Afinal, já que é para conhecer a culinária de outro país, é para conhecer de verdade, sem essa de pedir uma “coca-cola light com gelo e limão”.  

Propagandas de Soju, tão "sexy" quanto as loiras geladas
Bom, mas voltando ao Soju, essa bebida é como se fosse a “pinga” dos coreanos, preparada a partir da destilação do arroz e possui uma graduação alcoólica relativamente baixa, variando entre os 15%  contra os 39% usuais da cachaça brasileira. O gosto é bem suave e agradável, por isso, é fácil ficar “alegrinho” com ela sem perceber. A vantagem da alcalinidade do Soju é quebrar a acidez e a pujância nos fortes temperos da comida coreana, principalmente do kimchi, a acelga em conserva onipresente das refeições.

Acredita-se que o primeiro Soju foi feito no século 13, durante a invasão dos Mongóis à Coreia, que levaram ao país a técnica de destilar. De lá para cá, a bebida se tornou a mais vendida no mundo dentro do universo alcoólico, sendo as marcas Lotte e Jinro as campeãs no mercado coreano e internacional. Elas podem ser encontradas facilmente no Brasil, para quem está em São Paulo, no bairro da Liberdade ou do Bom Retiro, onde a imigração coreana foi bem intensa. O preço fica na faixa dos R$15 e varia conforme a marca.

Em qualquer filme coreano que se preze, o Soju está sempre lá, contracenando com os atores. Basta também visitar um restaurante coreano para constatar que essa bebida é realmente popular: você vai perceber garrafas e mais garrafas vazias sobre a mesa. E dá para entender o motivo, pelo menos nós, desde nossa primeira experiência em um restaurante coreano, não deixamos mais faltar Soju em casa. 

domingo, 9 de junho de 2013

Guia para comer bem em Buenos Aires

Buenos Aires é logo ali. Pertinho da gente mesmo, menos de três horas de voo saindo de São Paulo e... hola! Mesmo com a proximidade, é um mundo totalmente diferente, de cultura ao culto do futebol, tango e comida (o que importa mesmo neste blog). O portenho tem uma relação particular com a mesa, interessante, pois é distinta da nossa aqui. Vemos, por exemplo, ainda muitos restaurantes tradicionais, que se gabam de existir desde os anos 30 e 40, a grande oferta de bons deals para o café da manhã com promoções de té, media lunas, tostadas, com pouca oferta de frutas mas com aquele suquinho de pomelo que pouca gente se acostuma pelo amargor.  Ainda tem os alfajores, sorvetes artesanais deliciosos, o purê de calabaza (abóbora) e a alma da cidade mais charmosa deste lado da América.

Direto ao assunto
A carne e seus cortes locais chamam sempre a atenção. Bondiolas, riñones, morcillas, chorizos, ojo de bife, bife de chorizo... O bom é provar sempre de
Ojo de bife do El Establo
tudo, numa boa parrillada para matar a fome e deixar qualquer um satisfeito. Tente o La Cabrera ( J A Cabrera 5099, em Palermo) mas evite as armadilhas para turistas em Recoleta. Ainda compareça no El Establo (Paraguay 489, Microcentro) para comer como e com argentinos. Lá, a pedida é uma entrada de morrones, o suculento ojo de bife, e para sobremesa não evite o flan con dulce de leche. O vinho da casa é sempre bom, o serviço é correto e honesto. E ainda aceitam reais, com câmbio melhor do que as casas especializadas.
Las papas fritas inigualáveis 
Na moeda brasileira, também comemos em dois lugares bastante tradicionais de Buenos Aires: as batatas-souffle indefectíveis do Palacio de la Papa Frita (Corrientes 1612 e mais três endereços), com mais de 60 anos e sempre, sempre lotado. O maître em Corrientes deve ser tão antigo quanto a casa, que às vezes peca um pouquinho na limpeza mas tem um menu turístico beeem atraente – 130 pesos pelos cubiertos (o nosso couvert, com pãozinhos e manteiga), entrada com cinco opções, prato principal com 7 ou 8 opções (incluindo ojo de bife com as batatas-souffle e ovo frito),  4 opções de sobremesa e, ufa! – uma bebida: água, refrigerante (gaseosa), cerveja em garrafa ou copo de vinho. 130 pesos dá R$50. Não tá bom?
Super Vermiccelli com molho fileto do Pippo
Se ainda não tá bom, vire a esquina e vá até a Montevideo, onde você encontrará algumas opções como Chiquilín, Lalo, Las Cañas, e Pippo (Montevideo 341) que serve massas e carnes há mais de 70 anos. Peça a morcila e o chorizo. E prepare-se para as massas deliciosas e em quantidades altamente satisfatórias – provamos  os ñoquis, o super vermiccelli e o spaghetti. Os molhos tuco (tipo bolonhesa)  e fileto (só tomate) satisfizeram bastante. O queijo ralado vem junto num potinho, extra custa 6 pesos. A cerveja de litro é Quilmes. O vinho da casa também é muito bom.

Comida étnica e local
Empanadas, onipresentes e uma ótima opção. A favorita é a 1810 já visitada por este blog, clique aqui para conferir. Dessa vez, provamos a La Americana (Callao 83 e outros endereços), correta e bem recheada. E demos com a cara na porta do Sanjuanino (Posadas 1550) porque chegamos meia hora atrasados. A chuva e uma visitinha ao Patio Bullrich são culpados. Prove também empanadas e pizzas no La Rey de las Empanadas (Corrientes 965) pertinho do Obelisco, e pizzas no Guerrín (Corrientes 1368) as melhores de lá.
Saindo um pouco Microcentro, em Villa Crespo você encontra La Crespo (Thames 612). Reduto da comunidade judaica, o bairro oferece muitas panaderias que vendem boas empanadas, kniches e sanduíches. No La Crespa, você encontrará  um simpático casal comandando a casa e uma vitrine com humus, fígado batido com cebola , lajmajin (esfiha turca), knish de salmão e o excelente sanduíche de pastrami quente, com mostarda e pickles, ao estilo das delis de Nova York. E se você está em Belgrano, passe pela calle Juramento e faça uma parada em uma padaria estilosa – a BRÖT (Juramento 2621) e seus croissants de chocolate. Não vai se arrepender.

Helados 

Flan con dulce de leche do El Establo, sobremesa típica de Buenos Aires
Buenos Aires não estaria completa sem uma visita a alguma sorveterias da cidade. As heladerias argentinas já têm até filial em São Paulo, caso da Freddo. Mas o sorvete argentino vai muito além disso. Como houve uma massiva imigração italiana em fins do século XIX e começo do século XX, a tradição das gelaterias acompanhou-os ao novo mundo. A Freddo e a Persicco tem inúmeras filiais pela cidade, e convém sempre provar as variações de dulce de leche que cada uma tem. No Freddo, adoramos o Dulce de Leche con Vauquita (Vauquita é uma barra de doce de leite). Na Persicco, combine dulce de leche com algum sabor de fruta (Naranja con durazno, ou laranja com pêssego completam-se bem). Uma casquinha pequena, geralmente entre AR$ 24-28 (uns R$10) levam dois sabores e satisfazem. 

Encontre também uma Un’Altra Volta (tem um no Paseo Alcorta) e prove, além dos sorvetes, os chocolates e alfajores; na calle Florida e na Galerias Pacífico, descanse das compras com un helado de frutas do Abuela Goye e suas delícias da Patagônia.  Finalmente, mas não para o final, visite a Cadore. Provavelmente, a melhor sorveteria de Buenos Aires e uma das mais antigas. Situada e expremida na Calle Corrientes 1656, tem uma variada gama de sabores e não saberiamos dizer qual é o mais gostoso (figo com nozes? Mascarpone com frutas vermelhas?). Por isso, vá e nos convença do melhor sabor!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pinati: gostinho israelense em uma esquina de Higienópolis



Quando soubemos da inauguração do Pinati, em meados de 2011, fomos correndo matar um pouco das saudades da culinária israelense. E não é que conseguimos? A lanchonete kasher, cujo selo de supervisão é dado pelo rabino Y. D. Horowitz Shlita, chegou bem perto da típica comida de rua oferecida na terrinha: falafel, shawarma e o menos conhecido mas não menos saboroso sabich (pronuncia-se sabirr), sanduíche recheado com berinjela frita (no Pinati ela é servida grelhada, ponto para a saúde!), ovo cozido inteiro, tahine (pasta de gergelim), salada israelense (tomate e pepino cortadinhos em cubos), batata frita e todo o tipo de acompanhamentos.
Até então, nunca haviamos encontrado sabich em outro estabelecimento desse tipo no Brasil. Outro diferencial da casa é servir o autêntico âmba, um molho bem condimentado de manga e mostarda originário da Ásia, porém, muito popular em Israel como acompanhamento para o falafel e o shawarma.

Além desses tradicionais sanduíches , a casa também serve hamburguer de carne bovina e cordeiro. Às quartas o destaque é para a feijoada kasher.


















Serviço

O quê? Pinati
Onde? Alameda Barros, 782 - Higienópolis, São Paulo
Quando?  De segunda a quinta e também domingos das 12h às 22h e sextas do 12h às 15h, não abre aos sábados (pois é Shabat)
Quanto? Os sanduíches são na média de  R$ 20

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mel de cacau: uma delícia lá do Pelourinho

Essa variedade de mel disponível atualmente realmente fez sucesso em nossa cozinha. Lá em Salvador, o achado foi o mel de cacau, uma delicinha que mistura dois sabores doces e gostosos: mel e chocolate.

Apesar dos ingredientes apontarem mel de cacau e açúcar, na realidade o produto é feito a partir da redução do liquido extraído da amêndoa do cacau, e não da flor, obtendo-se um equilíbrio de açúcar, ácido e pectina, que dá a consistência de geléia, então, adiciona-se a isso açúcar refinado e o resultado é o mel de cacau, uma lembrança gostosa lá do Pelourinho.

Pagamos R$ 5 em um potinho de 175 gramas e tem uma porção de utilidades: vai bem no risoto, é gostoso cobrindo umas bolachinhas ou simplesmente comendo-o in natura

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cachoeira Tropical: descobrimos o segredo do melhor custo/benefício de São Paulo

Fotos: Arquivo Pessoal


Salmão grelhado com molho de maracujá, pastel assado de palmito, creme de cenoura com gengibre, strogonoff de frango ou de palmito e mais de 15 opções de pratos quentes, 18 de saladas (incluindo alfafa, tofu, berinjela, beterraba, rabanete e muito mais), tudo com a opção de ser incrementado com gersal, granola salgada, linhaça, soja torrada ou farelo de trigo. Parece bom? Ainda não acabou! Duas opções de suco natural, água com sabor (não, não estamos falando dos artificiais H2O, e sim de água + fruta para dar gostinho) e 15 opções de sobremesa, incluindo um sempre quentinho bolo de banana com chocolate (que acaba minutos depois de chegar à mesa, mas é reposto a todo instante), sorvete de creme, salada de frutas, gelatinas, creme de abacate e muitas outras delícias, além das opções para diabéticos, aliadas a um excelente preço único por pessoa fazem do Cachoeira Tropical um restaurante sempre lotado em todas as suas quatro unidades, em São Paulo.

Por preços que variam de R$19 a R$28 por pessoa (and that´s all!), dependendo da unidade escolhida e do dia da semana, você se serve a vontade e quantas vezes quiser. É tão difícil de acreditar que, em nossa última visita à casa, ouvimos um cliente perguntar da pessoa que o estava acompanhando:

"Mas onde pesa?" 
"Não, não pesa, essa é a melhor parte! É só comer o quanto quiser e pagar no final..." 
"Não pode ser..."

Na verdade, pode. É que nós estamos tão acostumados a sermos explorados que o que deveria ser uma boa refeição acaba dando indigestão ao recebermos a conta e quando nos deparamos com um restaurante que é justo no preço, simplesmente não acreditamos que isso seja possível. 
Uma das sócias do estabelecimento, a Ana Lúcia,  compartilhou com a gente o segredo:
"Estamos todos os dias cotando preço x qualidade. Quando um produto aumenta muito, retiramos ele do cardápio. Trabalhamos bastante, temos lucro, mas não é tão grande quanto a maioria das pessoas pensa".

O Cachoeira Tropical conta com quatro unidades (clique aqui para ver onde fica cada uma), sendo uma vegetariana e as outras naturais  que servem também peixe e frango, mas nada de carne vermelha, o que também não faz a menor falta em meio a tantas opções.


Serviço

O quê? Cachoeira Tropical
Onde? Clique aqui para conferir o endereço das 4 unidades, todas em São Paulo
Quando?  Abrem somente para o almoço, diariamente, das 11h30 às 16h
Quanto? Entre R$19 e R$28 por pessoa, incluindo TUDO (todo buffet de frios e quentes, sobremesa e suco natural/água à la vonté.