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domingo, 4 de agosto de 2013

New Shin-la Kwan e bulgogi, o delicioso churrasco coreano


Frequentado principalmente por coreanos e descendentes, esse é o nosso tipo de restaurante preferido para provar comidas típicas, afinal, ninguém melhor do que os imigrantes para revelar onde sua culinária é servida com mais autenticidade. E não é que, desde a nossa primeira visita à casa, não paramos mais?

Acompanhamentos do bulgogi: os banchan
O New Shin-la kwan  é famoso pelo bulgogi, o tradicional churrasco preparado na mesa pelos próprios clientes. Somente esse fato já mostra que comer em um restaurante coreano é uma experiência à parte. A casa ainda destaca-se por ser a única na qual a carne é preparada sobre uma chapa com carvões ardentes, o que realmente faz diferença no sabor. Recomendamos  miolo de alcatra e peito de pato, sempre temperados com molho agridoce e acompanhados de muitas porçõezinhas ou banchan, sem nunca faltar o kimchi, acelgas em conserva apimentada, tão obrigatório nas refeições como o soju.

Bibimbap vem em uma generosa porção, alimenta que é
uma beleza!
Outra prato que não pode faltar é o bibimbap. Trata-se de uma porção muito bem servida com arroz, shimeji, alface, cenoura ralada, um ovo frito em cima e mais um monte de legumes e verduras.  É servido com uma sopa de algas e o segredo está em misturar tudo e mandar ver. Dai o nome, que significa “comida mesclada”. No cardápio, ele é oferecido com carne, mas pode-se pedir para servir sem essa mistura e no lugar caprichar no shimeji. Ai fica um ótima opção para vegetarianos.

A casa é toda decorada com pôsteres de propaganda de bebidas coreanas e já conquistou seu espaço como “restaurante de bairro”, pelo menos, atinge o objetivo de servir a comunidade coreana do Bom Retiro e os curiosos de plantão. Os donos praticamente não falam ou entendem bem português e os garçons são paraguaios. Mas o que importa, se o motivo da visita à casa é um só: comer bem, objetivo sempre atingido com sucesso.

O quê? New Shin-la Kwan
Onde? Rua Prates, 343, Bom Retiro - São Paulo
Quando? Aberto diariamente para almoço e jantar
Quanto? O bulgogi sai em torno de R$ 90 e o bibimbap R$25

terça-feira, 16 de julho de 2013

Soju, a bebiba alcoólica mais vendida no mundo


A primeira vez que fomos a um restaurante coreano em São Paulo não sabíamos ao certo o que comeríamos, mas tínhamos uma certeza: a bebida seria o Soju. Afinal, já que é para conhecer a culinária de outro país, é para conhecer de verdade, sem essa de pedir uma “coca-cola light com gelo e limão”.  

Propagandas de Soju, tão "sexy" quanto as loiras geladas
Bom, mas voltando ao Soju, essa bebida é como se fosse a “pinga” dos coreanos, preparada a partir da destilação do arroz e possui uma graduação alcoólica relativamente baixa, variando entre os 15%  contra os 39% usuais da cachaça brasileira. O gosto é bem suave e agradável, por isso, é fácil ficar “alegrinho” com ela sem perceber. A vantagem da alcalinidade do Soju é quebrar a acidez e a pujância nos fortes temperos da comida coreana, principalmente do kimchi, a acelga em conserva onipresente das refeições.

Acredita-se que o primeiro Soju foi feito no século 13, durante a invasão dos Mongóis à Coreia, que levaram ao país a técnica de destilar. De lá para cá, a bebida se tornou a mais vendida no mundo dentro do universo alcoólico, sendo as marcas Lotte e Jinro as campeãs no mercado coreano e internacional. Elas podem ser encontradas facilmente no Brasil, para quem está em São Paulo, no bairro da Liberdade ou do Bom Retiro, onde a imigração coreana foi bem intensa. O preço fica na faixa dos R$15 e varia conforme a marca.

Em qualquer filme coreano que se preze, o Soju está sempre lá, contracenando com os atores. Basta também visitar um restaurante coreano para constatar que essa bebida é realmente popular: você vai perceber garrafas e mais garrafas vazias sobre a mesa. E dá para entender o motivo, pelo menos nós, desde nossa primeira experiência em um restaurante coreano, não deixamos mais faltar Soju em casa. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Bom Retiro: Médio e Extremo Oriente no centro de São Paulo


Por Luiz Fernando Chimanovitch

Nasci e cresci no Bom Retiro, em São Paulo. Um bairro que se renova a cada geração de imigrantes, trazendo as cores e principalmente os sabores dos que chegam, mantendo também as características do que ficam e até daqueles que já se foram.

Para quem quer fazer compras, o Bom Retiro tem na Rua José Paulino um dos maiores centros comerciais do Brasil, recebendo gente de todos os cantos do País. Com isso, eu acabo me perguntando se as pessoas que visitam esse bairro percebem que, uma ou duas quadras daquele monte de lojas tem-se a oportunidade de provar sabores tão diferentes e distantes quanto um beigale judaico ou kimchi coreano.

O meu Bom Retiro, dos anos 80, é o bairro de presença predominantemente judaica. Lembro-me de encontrar algumas vezes o ator Elias Gleizer, sempre em algum papel de padre em novelas das seis, na rua Guarani. A mesma rua do seu José, cujo comércio também é conhecido por Casa Menorá. Lá, você pode provar delícias judaicas europeias, como o bolo de ricota, as chaloth (pão trançado), beigales, o pão de cebola que merece um recheio de pastrame de peito de boi, picles e mostarda (em dois tamanhos, o maior saindo R$ 8, e que podem ser consumidos no local). Além disso, doces, laticínios, temperos, vinhos de Israel e que seguem os preceitos judaicos de kosher são, há décadas, comprados pela comunidade judaica paulista.

Tchoulent, a "feijoada" judaica
Para aqueles que não querem somente petiscar, na rua Correia de Melo, o Adi Shoshi Delishop, que existe desde 1991, é comandado pela família israelense Baruch e traz no cardápio delícias da culinária judaica europeia (ashkenazi) e israelense. Na minha última visita, um sábado pela manhã, o público variava entre judeus mais velhos do bairro e jovens estudantes da região. Provei e aprovei o delicioso fígado batido com ovo e cebola, que veio em quantidade exata para três pessoas. Como prato principal, pedimos um tchoulent (lê-se chulent), ou um grande cozido com vários e diferentes grãos, tripa recheada (kishke), molho e pedaços de peito bovino. É o prato tradicional do sábado em Israel e como a feijoada, cada um tem a versão que mais gosta.

O novo Bom Retiro é o dos coreanos, o que se torna evidente depois de caminhar alguns minutos ou observar os letreiros das lojas. Devagar vai-se conhecendo um pouco da mesa e dos sabores da comunidade. Por isso, recomendo que passe um tempo entre as geladeiras e gôndolas dos mercados nas ruas Três Rios e Prates. O meu favorito é o O&G na Três Rios, 245. Lá, você encontra, entre saladas prontas, pães, frutas e peixes, produtos interessantes como vinagre de caqui, chá de citron, sopa de abóbora com mel para microondas, garrafas de soju (fermentado destilado alcoólico coreano), a bebida mais vendida na Coreia, e o sempre presente kimchi, fermentado de acelga e acompanhamento para todas as refeições coreanas.


Voltando à refeição no Bom Retiro, a sobremesa fica para as novas e excelentes padarias coreanas na Rua Prates, 547. O bom café vem acompanhado de pão de feijão azuki doce, o rocambole de chá verde, e o pão de café recheado de requeijão. A casa ainda oferece diferentes salgados, pães de sabores (prove o de espinafre) e sorvetes coreanos.

Visite o bairro aos fins de semana, é fácil de chegar de metrô (Tiradentes – linha azul) ou de ônibus. Deixe-se levar pelas ruas, seja curioso e chegue com apetite.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

7º Festival de Cultura Coreana

A imigração coreana no Brasil começou nos anos 60. Atualmente, se você visitar o bairro do Bom Retiro, em São Paulo, verá muito mais coreanos do que judeus, que eram a comunidade predominante no passado. 

Se você quiser conferir um pouco da cultura, e, principalmente, da culinária desse país, vá ao 7º Festival de Cultura Coreana, neste final de semana, na rua Lubavitch, no Bom Retiro, entre os dias 25 e 26/08, das 11 às 19h, com entrada gratuita.

No domingo, haverá sorteio de passagens para a Coreia, um carro e brindes. Boa sorte!  :)