terça-feira, 9 de abril de 2013

Semana Mediterrânea no Paris 6, em São Paulo




A culinária israelense — muito além do hummus — será dignamente representada em um evento gastrônomico organizado pelo Ministério do Turismo de Israel no Brasil em parceria com o conceituado restaurante Paris 6. Um dos mais renomados chefs israelenses, Michael Katz*, virá para o Brasil especialmente para comandar a cozinha e montar um cardápio de deixar qualquer amante da boa culinária com água na boca. Confira alguns dos pratos que serão servidos durante a semana:

  • Salada Israelense: tomate e pepino servidos com queijo tipo feta;
  • Jerusalém Mix: uma mistura de peito de frango com fígado e moela na chapa;
  • Sobremesa: baklava, um doce feito com nozes, pistache e mel.


* Michael Katz é chef executivo dos restaurantes Colônia, Adom e Lavan, em Jerusalém. Ele já comandou grandes cozinhas internacionais, como “Chez Bruno” e “La Villa Laorraine”, na Bélgica, e “Le Cordon Bleu”, em Londres,  todos classificados com estrelas Michelin. Além da experiência em restaurantes em diversos países - Japão, Irlanda, Canadá, Suécia, México, Austrália, França e Estados Unidos.


Serviço

O quê? Semana Mediterrânea
Quando? 16/04 a 23/04, das 12h à 0h
Onde? Rua Haddock Lobo, 1240, São Paulo 
Quanto? Segunda a sexta, R$ 39, sábados, domingos e feriados R$ 49, o prato comercial, que inclui entrada e prato principal. A sobremesa sai por R$6.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Yunsa 2013, a Festa Cultural do Carnaval Andino, em São Paulo

Que São Paulo é terra de imigrantes e migrantes, isso todo mundo já sabe. O que não é tão divulgado assim são os festivais e feiras organizados por essas comunidades, que vão muito além da tradicional feirinha da Liberdade.

Um bom exemplo é a Yunsa, que em 2013 fará sua segunda edição e espera receber um público de aproximadamente sete mil pessoas, de acordo com a organização do evento, o Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, a Associação Latino Americana de Arte e Cultura Andinda e o Consulado do Peru.

Os visitantes poderão conhecer melhor sobre a cultura e tradições dos povos andinos, como também poderão receber informação sobre como legalizar a estadia no Brasil. Porém, o que interessa ao leitor deste blog senão as salteñas, o ceviche e o refresco de chicha morada que poderão ser encontrados no evento?

Nós, com certeza, estaremos lá para prestigiar e matar as saudades da Culinária Andina. Confira o cartaz oficial da festa:


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Comidas de rua de Cartagena das Índias



É quase certo afirmar que, em Cartagena das Índias, cada rua tem sua própria história, mas também tem sua própria comida. Em cada esquina, principalmente dentro da cidade amuralhada, é possível encontrar uma opção rápida, barata e gostosa para satisfazer a fome. São as populares comidas de rua, existentes em todo o mundo e que contam para os turistas mais curiosos em prová-las um pouquinho sobre a culinária e os costumes da gente que habita aquele local. E nós, é claro, provamos algumas delas:

Luiz comendo pan de bono
Pan de bono: encontrado facilmente em qualquer padaria de Cartagena, o pan de bono tem como ingrediente principal a mandioca, o que lhe confere um aspecto muito parecido com o nosso pão de queijo na textura, apesar de ser um pouco mais docinho no paladar. Assim como o pão de queijo, mata a fome em situações de pressa, quando nem mesmo podemos esperar por um prato de comida ficar pronto. O pan de bono foi o nosso alento quando voltavamos à cidade depois de passar o dia nos aventurando em alguma praia das redondezas. 


Amanda comendo arepa 
Arepa: "A la orden, arepas por 2 mil pesos*!" Em qualquer esquina de Cartagena, é fácil de se ouvir essa frase, gritada em ritmo cantado, e encontrar um vendedor de arepas. Servidas bem quentinhas, à primeira vista lembram a nossa tapioca, mas a massa é feita a partir de farinha de milho e costuma-se rechear com queijo. 


Salada de frutas: as cartageneras vendem porções caprichadas das mais típicas frutas colombianas. É uma refeição por sí de tão grande e custa entre 6 a 8 mil  pesos (R$6 a R$8). O pote vem com banana, melão orange, abacaxi, manga, melancia e fruta de la passion, uma variedade mais doce e de cor arroxeada do maracujá. Além da salada de frutas, pode se optar por uma porção de fatias de manga verde com sal (isso mesmo!), conhecida por "mangobiche", e não é que é bom mesmo?
























Os patacones foram o nosso primeiro contato com a culinária da Colômbia. Havíamos acabado de chegar de São Paulo exaustos e famintos, quando nos deparamos com essa enorme banana da terra amassada e frita embaixo de uma estupenda cobertura a sua escolha (pode ser com guacamole, carne, frango, cogumelos, queijo). Uma porção dessas custa, em média, uns 20 mil pesos. 
Patacon vegetariano















* 2 mil pesos equivalem a aproximadamente R$ 2. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

La Paletteria







Cartagena das Índias está situada em um dos pontos mais ao norte da América do Sul. Isso significa que, quando não é quente, é muito quente, devido também a localização logo acima da linha do Equador. Além da história povoada por espanhóis, indígenas e piratas, e praias caribenhas paradisíacas, a cidade não fica devendo no que importa ao leitor deste blog: a gastronomia.

Para se refrescar um pouco do calor de lá, nada melhor do que uma picoleteria, um lugar exclusivo para a venda de picolés, tão bonitos quanto gostosos. Divididos em três categorias (preparados a base de água, leite ou iogurte) todos são uma ótima escolha e com certeza você pode levar um bom tempo para se decidir. E mesmo quando escolher, você vai querer voltar para provar novos sabores, um mais gostoso que o outro. 


Lá tudo é artesanal e preparado com ingredientes locais. Voltamos cinco noites ao local e aproveitamos o grande movimento do pequeno lugar para demorar-nos em escolher qual seria o picolé do dia. Da primeira vez levamos o de lulo, fruta local azedinha e refrescante. Depois, chegou a vez do grená do picolé de frutas vermelhas, com morango, framboesa, amora e corozo (também especialidade local). 

Na terceira vez, nos apaixonamos por um feito em formato de coração, o "paraíso tropical", que mistura diversas frutas em uma base de granadilla, o que resulta em um sabor tipicamente colombiano, com carambola, kiwi, morango e manga. Esse foi o único que repetimos, na verdade dá vontade de ter um sempre ao lado.

Ainda teve tempo para provar o de chocolate amargo com calda de cereja. Mas voltamos para o "Paraíso Tropical", nossa escolha preferida, rapidinho.

Nós apaixonados pelo paraíso tropical


Serviço

O quê? La Paletteria
Onde? Calle 35, na Cidade amuralhada de Cartagena de Índias, Colômbia
Quando? Aberto diariamente até altas horas
Quanto? Picolés de frutas, COL 4.000, com leite ou iogurte, entre COL 4.000 a 5.000. (Corte os zeros para obter o valor aproximado em reais. Por exemplo: COL 4.000 = R$ 4).

terça-feira, 19 de março de 2013

O que que a cartagenera tem?


No começo deste ano, tivemos a excelente ideia de ir para a cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia e provar toda e qualquer fruta diferente. Com isso, devemos admitir que aquele país passou a ter para nós o gosto e o cheiro do borojó, do tomate de árbol, da granadilla, da feijoa, do corozo, do mamey e da papayuela. Não entendeu nada? Confira abaixo uma breve explicação sobre cada uma delas e, quando for à Colômbia, não deixe de prová-las in natura ou batidas como sucos e shakes.

Luiz comendo granadilla em pleno Caribe
Granadilla: quando você vir uma granadilla pela primeira vez, pode até pensar: "ah tá, eu conheço isso, é maracujá". Não julgue pela aparência deveras semelhante, a granadilla possui sabor muito menos ácido e é bem docinha, é rica em vitamina A, C e D, além de ferro, fosfóro e cálcio. Aqui no Brasil é difícil de ser encontrada, quando encontramos, geralmente é a um preço bem salgado.


Tomate de Árbol ou Tamarillo:
assim como a granadilla está para o maracujá, o tomate de árbol está para o tomate. Porém, como o próprio nome indica, esse cresce em árvore, tem o gosto forte e é bem doce. Sucos feitos dessa fruta são encontrados facilmente pelo país e são deliciosos. Rico em vitamina A, C, cálcio e ferro, também é difícil de ser encontrada no Brasil.


Feijoa: quando compramos essa fruta, sentimos algo perfumado e sim, era ela que exalava. De sabor doce, aromático e único, seu nome é uma homenagem ao botanista João da Silva Feijó, que era encarregado de mandar exemplares dessa espécie para a coroa portuguesa. 


Borojó: essa fruta logo nos despertou interesse pelo nome, aparência, cheiro e por ser a "fruta da moda" por lá. Aproximadamente 90% de seu peso é composto por uma polpa densa e altamente protéica. Também utilizada para embalsamar cadáveres (!!!), além de ser afrodisíaca, ou seja, mil e uma utilidades. É costume tomar o suco da polpa batido com leite. Até agora, nunca vimos ou ouvimos falar dela no Brasil em nenhum lugar além de nossa geladeira, onde guardamos dois saquinhos de polpa que trouxemos da viagem.




Corozo: a fruta lembra uma uvinha no tamanho e na cor. Utilizada para fazer sucos ou coquetéis, é rica em cálcio e fosfóro. 



Mamey: no norte do Brasil é conhecido como abricó. A partir dessa fruta é feito geléias, sorvetes, sucos mas também pode se comer in natura, contudo, é recomendado ingerir com moderação, pois ela apresenta propriedades inseticidas.




Papayuela: o sabor lembra o do abacaxi, mas o nome e o formato lembram o do nosso mamão papaya. Possui propriedades expectorantes, e a planta produz um látex bom para a pele. 



Lulo: rico em vitamina C, essa fruta é versátil e já foi proposta à indústria alimenticia como um novo sabor. Fica bom como suco, mas também cai bem um drink de lulo. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Buenos Aires em algumas refeições


Buenos Aires é uma daquelas cidades que parece ter alma. Talvez seja o reflexo de Jorge Luís Borges ou de Soda Stereo, que eternizaram as ruas da cidade em suas obras.

A dica para os viajantes a Buenos Aires que passam também por este blog é, claro, aventurar-se por nuevos senderos de sabor.

1810 Cocina Regional tem três endereços na cidade, mas recomendamos o do Centro (Marcelo T. de Alvear 868). As empanadas boas como sempre. Prove as tradicionais tucumanas (carne picada à faca e temperos) e não deixe de ousar com as jamón del norte (recheio de mistura de ricota e presunto, e massa banhada de açúcar queimado). O homem do caixa não é muito simpático, mas se o interesse é a empanada, quem se importa?

El Establo (Paraguay 489) possui cara de imponente pela decoração tradicional de cantina, daquelas que raramente ainda vemos no Brasil. Tem temas asturianos, fotos de Fernando Alonso e mesas sempre cheias. Abrimos a noite com berinjelas quase inteiras em antipasto, no ponto do ácido e com muita carne e sabor. Para radicalizar um pouco mais, pedimos callos a madrileña (foto), ou seja, um tipo de dobradinha muito popular no inverno madrilenho. Não é um prato leve nem bonito, pois leva entranhas, grão de bico, chorizo. Mas é saboroso e meia porção satisfaz duas pessoas.
Para a sobremesa, um flan com dulce de leche, um must  esperado um ano para provar novamente. Isso tudo e uma água com gás, por menos cem pesos (menos de R$ 50), não encontramos no Brasil.

Tancat (Paraguay 645) é um restaurante catalão aconchegante e bastante procurado na noite de Buenos Aires. Pequenas lulas e polvos no azeite e um risoto de frutos do mar e Portobello realmente fizeram a sua parte com muito sabor e cor naquela ocasião; já na segunda visita, arroz de açafrão com “alguns frutos do mar” (assim mesmo dizia o cardápio). Pedimos com muitos, não só alguns. E não decepciona, pois estava bastante rico em berbechos, mejillones e camarones. Para fechar bem a visita, as duas vezes pedimos e aprovamos a crema catalana (foto) leve e com a casquinha de açúcar fininha e durinha. Em média 100 pesos (= R$85, aproximadamente) por pessoa sem vinho.

Um almoço executivo com menu acessível é encontrado no La Catedra (Cerviño e Sinclair 1425), com a decoração voltada aos cavalos e temas clássicos bonarenses. O menu do almoço por 55 pesos mais 10% de serviço (foto): mini bife de chorizo — que não era mini para nenhum padrão brasileiro nem pela largura, nem pela altura — com vinagrete, salada de tomate e alface ou fritas; uma bebida, seja refrigerante ou água; sobremesa ou café. Maçãs em calda são a sugestão para fechar a refeição de maneira simples e saborosa. O lugar é frequentado por homens de negócios, famílias e casais da região.


Sempre bom é sorvete na cidade. O tradicional Freddo (vários endereços) e Persicco (idem, idem) primam pela variedade de sabores com dulce de leche. O granizado vem com pedaços de chocolate, o Vauquita tem lascas de doce de leite em barra. Prove os de fruta também: limão, morango ou cassis no Freddo; pêssego com laranja do Persicco. Não falham sozinhos nem com doce de leite. As casquinhas, por menores que sejam, carregam sempre muito sorvete. Por isso, nada de olhos maiores que a boca.

Buenos Aires deve ser descoberta por qualquer um com vontade de alguma coisa nova, ou apreciada por aqueles que já conhecem algumas esquinas. Tenha seu choripán favorito, saiba onde está a sorveteria mais próxima, descubra uma boa parrilla e divida aqui suas experiências.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Feira Gastronômica "O Mercado", em Pinheiros




"O Mercado", prestigiado evento gastronômico que oferece pratos de renomados chefs brasileiros a preços populares, chega a sua última edição de 2012, e desta vez acontecerá no Mercado Municipal de Pinheiros.

Os visitantes poderão provar pratos de renomados chefs paulistanos, como Checho Gonzáles e Henrique Fogaça (Sal Gastronomia) que também são os idealizadores do projeto.

Além deles, Bel Coelho (Dui), Benny Novak (210 Diner, Ici Bistrô e Tappo Trattoria), Janaína Rueda (Bar da Dona Onça), Daniel Redondo (Maní), Geovane Carneiro e Luciano Nardelli do D.O.M. oferecem pratos bacanas por um preço camarada, vale a pena conferir!

Serviço

O quê? Feira Gastronômica "O Mercado"
Onde? Rua Pedro Cristi, parte superior do Mercado Municipal de Pinheiros, São Paulo - SP, pertinho da estação de metrô Faria Lima
Para quem? Curte uma comida sofisticada
Quando? 09/12 (domingo), das 12h às 20h
Quanto? Pratos variam entre R$ 5 a R$ 15.